Fundo de Investimento

Conceito


Os fundos de investimento são um dos tipos de aplicação financeira mais comuns no mercado. Um fundo reúne recursos de diversas pessoas chamadas cotistas, para investir, em ativos financeiros, seguindo a estratégia de um gestor. 
É comum pessoas que se preocupam em investir seu dinheiro de forma responsável e inteligente não terem tempo ou até mesmo aptidão para estudar sobre diferentes opções e ativos financeiros. Por isso, os fundos de investimentos aparecem como uma boa alternativa, em que profissionais especializados, dedicados em tempo integral à gestão dos recursos de forma mais eficiente, montam uma carteira a partir da alocação em estratégias diversas, com diferentes níveis de risco e retorno. Em troca desse serviço, os cotistas devem respeitar uma aplicação mínima para entrar e prazos para o resgate. Além disso, devem pagar uma taxa de administração (taxas elevadas podem minguar a rentabilidade de um fundo) a fim de permanecerem no fundo.
Todo o dinheiro aplicado nos fundos é convertido em cotas, que são distribuídas entre os aplicadores ou cotistas. O valor da cota é atualizado diariamente e o cálculo do saldo do cotista
é feito multiplicando o número de cotas adquiridas pelo valor da cota no dia. No Brasil, o primeiro fundo de investimento foi o Valéria Primeira, um fundo fechado criado em 1952 e administrado pelo banco Deltec.

Classificação

Assim como pessoas físicas, os fundos de investimentos são caraterizados por seguir um perfil próprio, podendo conter em suas carteiras, de forma mais diversificada ou não: títulos públicos, títulos de renda fixa, ações, títulos cambiais, derivativos, commodities e até mesmo cotas de outros fundos. Os ativos escolhidos pelo fundo são os responsáveis por classificá-los. Dessa forma, podem-se encontrar diferentes tipos de fundos, como fundos de renda fixa, fundos de ações, fundos cambiais e fundos multimercados.


Imposto

Assim como em outros investimentos, as aplicações em fundos pagam impostos. São dois os principais tributos: Imposto de Renda e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O IOF incide sobre o rendimento apenas nos resgates feitos em um período inferior a 30 dias, a partir da aplicação. Já o Imposto de Renda segue diretrizes um pouco mais complexas. Enquanto um fundo de ação sofre uma alíquota única de IR de 15% sobre o rendimento, cobrada na fonte,
no momento do resgate das cotas, fundos de curto prazo (papéis com vencimento em menos de um ano) e fundos de longo prazo (papéis com vencimento em mais de um ano) sofrem cobrança semestral por meio de uma tabela regressiva, segundo a permanência do investidor na aplicação. Ou seja, cotistas pagam menos Imposto de Renda caso mantenha seu dinheiro
investido por mais tempo. O IR é cobrado na fonte e recolhido pelo administrador através do recolhimento de cotas do fundo. Por isso, esse sistema é conhecido como “come-cotas”.

Considerações

Alguns aspectos devem ser considerados por quem está interessado em investir em fundos. Ler a lâmina de informações essenciais sobre o fundo (rentabilidade dos últimos cinco anos, a composição da carteira, as taxas cobradas e o nível de risco) deve ser o primeiro passo. Dessa forma, é possível verificar se o fundo possui perfil de risco,  benchmark, taxas, liquidez e valor inicial compatíveis com seus pensamentos e interesses. Opiniões externa que sejam de confiança também são bem-vindas no momento de escolha. Fundos com bom histórico de rentabilidade em momentos de  crescimento econômico e resiliência em momentos de crises (proteção e diversificação) costumam sair à frente.

Bruno Penchel Salgado